segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Triumph des Willens.

Eu queria...

.Conseguir escorregar de joelhos por alguns metros num gramado, depois de fazer um gol.
.Fazer um gol.
.Conseguir analisar um disco com propriedade.
.Fazer arroz sem grudar.
.Limpar pratos sem deixar restos de comida na parte de baixo.
.Não sorrir para qualquer pessoa que sorri pra mim.
.Conseguir ser verdadeiro em 100% das situações.
.Ser um bom músico.
.Ser um bom professor de História.
.Conseguir escrever em linha reta no quadro negro.
.Parar de tentar fazer com que minhas tornozeleiras fiquem sempre simétricas.
.Parar de morder meus lábios.
.Fechar a gaveta quando pego alguma roupa.
.Não tirar todo o lençol da cama durante meu sono.
.Ter uma quadra de basquete em casa.
.Ser rico, para ajudar meus pais e o Sport.
.Encontrar um amor.
.Parar de espelhar minha vida nos filmes.
.Aterrisar.
.Entender porque meu bigode é ruivo.
.Parar de ser tão solícito.
.Ter mais cabelo.
.Encarar compromissos de frente.
.Arrumar um emprego.
.Dizer as coisas que tenho vontade, e ser perdoado por isso. Ou não.
.Ser menos justo.
.Ser menos arrogante.
.Entender porque todas as minhas cuecas rasgam.
.Escrever algo bom, e que fizesse sucesso.
.Viver das piadas que eu conto em mesas de farra.
.Ver determinadas pessoas felizes.
.Não ver determinadas pessoas.
.Ser mais comedido em certas situações.
.Voltar no tempo.
.Ser um rockstar.
.Entender as pessoas.
.Sair do mundo virtual.
.Ser feliz.

É muita ambição.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

There was a time.

A idéia de sempre estar presente, para ser notado, soa esquizofrênica para mim agora. O ato de estar sempre presente me tornou banal. William Forrester me disse que eu deveria me resguardar um pouco mais, pelo menos no que diz respeito às minhas histórias e vida pessoal. Assim, talvez, eu parasse de meter os pés pelas mãos a cada 2, 3 dias. Se resguardar não significa se esconder, e sim ter um pouco mais de consciência e racionalidade ao ter certas atitudes. Nos pensamentos, a coisa ainda é bem livre, felizmente.

Sou impulsionado a escrever por cordas vibrantes de uma guitarra, sendo usada para desferir um determinado solo, ou então pelas teclas suaves de um piano melancólico. O fato é que não consigo escrever no silêncio. O silêncio só serve pra mim para pensar. Pensar até minha cabeça aparentemente começar a esquentar, me fazendo parar, virar pro lado e tentar dormir.

Lembro de uma história interessante, que aconteceu há pouco tempo, e que sempre é válvula de escape quando a rodinha fica sem assunto. Estava indo ver um jogo de futebol com uns amigos, e sempre colocamos o carro no estacionamento de um supermercado que, sabendo que nós e outras mil pessoas fazem isso, estipulou o pagamento de R$10,00 de estacionamento, ou o consumo de R$30,00, em forma de compras gerais, dentro do mesmo supermercado, com a comprovação da compra com notas fiscais, na saída do mesmo.

Jogo terminado, e ninguém com disposição para fazer compras, muito menos de organizar uma vaquinha para angariar R$10,00. O que se faz? Entra-se no supermercado em busca de notas fiscais que estivessem pelo chão, abandonadas por pessoas que não cumprissem com sua função de cidadãs e as guardassem por determinado período de tempo naquelas caixinhas de recibos de compras que todos temos em casa.

De repente, um de nós acha um comprovante de compra de R$1699,00. TV de LCD de 32 polegadas, se me lembro bem. Estava resolvida a questão. O maior cara-de-pau do grupo vai dirigindo, tendo a incumbência de entregar a nota de quase R$2000,00 para a moça. Compra essa, em teoria, feita por 5 rapazotes de 23 anos, fedendo a jogo de futebol, todos uniformizados.

"Onde está a TV?"
- Na mala, e eu não lhe devo explicações.

Fomos embora. Rindo pelos cotovelos (e também pelos olhos) e felizes. Essas histórias são únicas.
Achou o post confuso?

Pois bem, é minha vida.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Paul Kuhr diz:

I’ve watched for years as you failed at life
Leaving behind the desperate cause
Piercing sound that comes from miles below
Rising from the depths to take you home

There is no compassion
The end is drawing near
As the waiting burns
Your guilt will keep you alive

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

It's all a question about time.

Coisas esquisitas acontecem nesses últimos dias. Parece que eu finalmente consegui tomar consciência de algumas coisas em minha vidinha. Sabe quando você se pega pensando sobre quando notou que os primeiros pelinhos nasceram no suvaco? Lembra da emoção? Pois é. Ou quando você percebeu pela primeira vez que alguma menina estava dando em cima de você, e você teve certeza que não era um monstro, ou diferente dos seu seus amigos.

Esses dias estava conversando com uns amigos, numa viagem que fizemos, sobre a Copa do Mundo, e de quando cada um tinha começado a acompanhá-la de maneira racional. Lembro de um dos meus amigos falando que se vestiu todo na Copa de 94, que foi totalmente fantasiado pela mãe, e que ficou parecendo um índio. E eu lembro que disse que a primeira Copa que eu acompanhei com um olhar "tático", por causa da minha paixão descontrolada por futebol, foi na Copa de 2006. Eu tinha 20 anos, completados recentemente.

Mas, pensando hoje, eu acho que a hora ainda não tinha chegado. Acho que a tomada de consciência ocorreu nos últimos anos, quando meu envolvimento com o futebol chegou ao ápice (acho eu). As lembranças, as decepções, as alegrias inesquecíveis. Tudo veio de 3 anos pra cá, mais ou menos. Lembro do primeiro gol do Kaká na Copa de 2006, contra a Croácia. Chutaço de canhota, de fora de área. O Brasil jogou mal aquele jogo, e lembro de reclamar constantemente da transmissão da SporTV, que filmava os jogadores de muito longe.

Mas, repito, ainda não era o momento. Parece que, enfim, ele chegou. Aliás, está chegando de uma forma regular e constante. Minhas lembranças de erros antigos e de sucessos recentes me ajudam muito mais a tomar atitudes e decições atualmente. Não que eu não tenha errado essas mesmas coisas em outras oportunidades, mas parece que o aprendizado só chegou agora. Aos 23 anos. Meio lento, acho.

Se o senhor presidente do Brasil pode fazewr analogias bestas com futebol, eu também posso. Eu acho que consigo enxergar as coisas com mais maturidade e, principalmente, com mais serenidade. Ainda falta uma boa dose de responsabilidade. De fazer mais e falar menos. Ou apenas fazer na mesma proporção que falo. Mas não dá pra se conseguir tudo de uma vez.

Atualmente, eu lembro das minhas coisas não como esperanças presas ao passado. Eu lembro como elas devem ser lembradas: Como lembranças.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010?

Ps. Esse blog faz um ano hoje. Incrível como ele durou. Vamos em frente.

É impressionante como somos sugestionáveis. Depois de um ano bom, com mais motivos para rir do que para chorar, com lembranças de sorrisos, abraços, apertos de mão sinceros, e superação de conflitos e situações difíceis e espinhosas, 2009 termina. E, no que poderia apenas ser analisado como uma passagem de um dia para o outro, os primeiros segundos do dia 1º de Janeiro nos trazem uma esperança simplesmente impressionante.

Nada muda. É simplesmente a passagem de um dia para outro. É simplesmente mais uma constatação de uma enorme e massiva convenção, de como o tempo é um conceito brutalmente arraigado em 99,9% de todas as populações mundiais. Mas ninguém consegue fugir disso. Somos inundados por um clima de fé, esperança e sorrisos, os quais simplesmente não conseguimos - nem queremos - ir contra.

A passagem de um ano para o outro consegue ser positivamente violenta para todos. Não importa quem. Se tivemos um ano bom, temos a esperança clara e concreta de que o que vem será ainda melhor. Se, por outro lado, tivemos um ano ruim, temos a total crença de que, agora, simplesmente porque o dia passou, as coisas vão clarear e tudo poderá ser diferente.

Isso não é uma crítica, muito pelo contrário. É uma constatação. E eu não fujo, e nem quero, fugir dela. É algo que transpassa totalmente a racionalidade. De onde vem essa vontade de melhorar? De onde vem o cansaço ou a satisfação do ano que está "acabando"? Simplesmente não sei. Mas os sorrisos que recebemos nas últimas horas de um ano que acaba, e os abraços que explodem sinceridade nos primeiros segundos do ano que entra, são de uma força e magnetismo ímpares.

Na verdade, quando abraçamos os outros, estamos abraçando nós mesmos. Estamos nos dando uma nova chance de, na verdade, sorrir mais, mais e mais. Não digo "uma chance de novo", porque isso não existe. Se aprendi, finalmente, algo nesse ano que passou, é que, na vida, temos sempre sorrisos e lágrimas, independente de situação e local.

Temos sorrisos e lágrimas. É tudo que temos, e ninguém pode tirar isso de nós.

Sim, 2010.

sábado, 26 de dezembro de 2009

+

Já pararam para pensar sobre seus contatos no Orkut? Eu já tive Orkut uma primeira vez, e por motivos pessoais, cancelei a conta, voltando a ativar uma nova algum tempo depois. E quando o fiz, coloquei na cabeça que iria adicionar apenas algumas pessoas íntimas, do meu real convívio, nada mais do que isso. Porque para mim, o Orkut era um modo rápido e prático de se manter conectado com pessoas da sua estima, que você realmente não queria perder de vista.

Hoje, tenho a marca aterradora de 202 contatos no Orkut. 202. Devo falar com 20% dessas pessoas. Alguns contatos que você pára, olha pro avatar, e não consegue entender o que o mesmo está fazendo ali, na sua lista de "amigos". E pior: Você lembra que algumas daquelas pessoas foram adicionadas por você mesmo. Foi você que tomou a iniciativa de entrar no perfil do ser, e clicar no link "+ amigo". Hoje, não passa de um pálido avatar, e no máximo um "quem sou eu" interessante, com frase de algum escritor famoso, que teve uma sacada legal.

Lembro do começo, quando o Orkut era todo em inglês, que existiam poucas comunidades, e todas elas eram praticamente "institucionais", como por exemplo: History. Tudo sobre História, desde debates polêmicos, até simples curiosidades estava lá. Suas perguntas eram respondidas, e se ia muito mais além, com debates profundos e interessantes a respeito dos mais variados temas. O Orkut era realmente uma ferramenta interessante de interação e aprendizado.

Hoje, tornou-se um instrumento de término de relacionamentos, com os scraps sendo a prova tão cabal de um crime quanto um beijo no colarinho ou um número de telefone anotado num papel amassado, e escondido na parte de guardar moedas da carteira. E lá estão aqueles 202 contatos. De repente, você sente vontad ede promover uma "faxina" naquilo, limando boa parte das pessoas que são completamente irrelevantes à sua existência, e vice-versa. Quando o faz, a pessoa limada aparece, revoltada com a sua indelicadeza de retirá-la do privadíssimo círculo de contatos Orkutesco.

Era legal quando o Orkut não era infestado por comunidades como "toalha nova não enxuga" ou "abro a geladeira pra pensar". Não sou um inimigo do riso ou da boa piada, nem sou Mau (ótima), mas acho que, certas vezes, rigor e disciplina são legais.

Mas realmente, toalha nova não enxuga. Mistério isso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Visões

Agora, olhando algumas fotos antigas de momentos bons que passaram, me dá um sentimento de nostalgia. Fato esse que deve ser normal para a maioria das pessoas comuns, mas chega a ser meio nocivo pra mim. Rever fotos de momentos e de pessoas, nos remete ao contexto de que aquele momento é único e, por essa razão, não pode ser repetido.

Mas a unicidade do momento é uma faca de dois gumes para mim. Olhando fotos com pessoas queridas, que atualmente não estão mais tao perto de mim, eu fico me perguntando o que deu errado no meio do caminho, para que se construisse esse distanciamento, ou onde ocorreram obstáculos ou erros de ambas as partes, que não puderam ser superados, vencendo um aparente momento de amizade e união.

Fotos podem retratar muito mais do que simples momentos bons ou ruins que você passou. Retratam momentos, onde é possível realizar uma retrospectiva de sua vida. De trajetórias, de atitudes. De como alguns sorrisos que você vê em determinada foto, não são mais vistos. Que abraços dados não são nada mais do que lembranças, que a própria fotografia faz questão de passar na sua cara, dizendo "olha aqui, você já conseguiu fazer isso."

Rever momentos aparentemente banais, como uma reunião da turma da faculdade, turma essa que não existe mais, nos leva ao patamar de que talvez voce passe anos para reencontrar algumas pessoas, e que estiverem por tanto tempo tão perto de você, como a fotografia mostra, sem chance de negação.

E aí você começa a pensar em como seria a sua vida se determinadas pessoas tivessem permanecido no seu convívio. Se você teria sido mais feliz, ou então como será que está aquele amigo que você julgava inseparável, e que se perdeu no tempo

Eu realmente não sei como lidar com fotos. Gosto de vê-las, mas às vezes elas comprovam coisas irrefutáveis: Você falhou.