quinta-feira, 7 de junho de 2012
Bravatas
domingo, 6 de novembro de 2011
O Poder da Maior Invenção Humana: O Tempo
domingo, 5 de dezembro de 2010
5, 4, 3, 2, 1?
É muito triste quando você, ao começar a pensar com calma, percebe que não superou em nada suas antigas deficiências ou defeitos, estes que tanto atrapalharam você com o passar de seus anos.Você, por ter menos tempo para pensar e refletir, graças ao corre-corre do mundo dito “moderno”, achava que havia se livrado dos mais diversos fantasmas e falhas em sua essência. Mas é só ter um pouco de momento para pensar, para ver, e não apenas olhar, e você consegue identificar todas as velhas coisas. Todas as características que fizeram você ser conhecido por seus amigos, e que você tanto odiou por anos e anos, porque elas sempre fizeram você sofrer, sempre magoaram você. Mas elas estão sempre lá. Não foram embora, como você imaginava. Você não as venceu, se é que existiu alguma vez alguma batalha sendo travada.
E aquele discurso bonito, que você sempre apregoou para os outros, de que as pessoas não conseguem fugir à essência; ou que temos de aprender a conviver com nossas limitações e defeitos, para aí sim progredirmos, não funciona para você. Pelo menos não funcionou até agora. Mas aquele outro discurso de auto-piedade também é tão chato e piegas que já saiu de moda há muito tempo. Não faz mais parte do seu vocabulário desde quando você começou a perder cabelo, por volta dos 17, 18 anos.
Você não tem nem mais paciência e saco para pensar se o que você tenta eliminar de si mesmo é essência, é defeito; destino, ou qualquer outra convenção social idiota dessas. Mas que, de um jeito ou de outro, segue dentro de você de maneira ininterrupta. Afora os poetas, que devem achar isso o máximo, dói muito não poder ser como se quer. E isso escapa de qualquer “consumismo sentimental” ou “social”. Dói não conseguir ser amado como queria e, por conseqüência, dói não conseguir transmitir o amor que você sabe que tem dentro de si. Afinal, ainda não cheguei no ápice psicológico de ser uma ONG sentimental. Todos precisam receber para doar. Todos, de um jeito ou de outro, precisam sentir. Não sei e acho que nunca saberei se o meu modo de amar e gostar vem sendo deturpado com o passar dos anos, e isso é outra coisa que traz cansaço. Cansaço é algo que também está sempre presente. Parece que de tanto pensar sozinho, que de tanto buscar respostas para perguntas que mudam a cada segundo mas que, em seu cerne, todas são uma só, sofre-se de uma fadiga mental e social que não cessa. É exatamente isso que eu sinto ao me achar menos do que eu poderia ser. Amar menos do que eu poderia amar. Proporcionar mais felicidade, e não meros segundos de sorrisos superficiais. Mesmo que esses parcos segundos sejam aqueles que vêm me sustentando há anos.
Àqueles que sempre se julgam diferentes da maioria, ou ainda àqueles que dizem que farão diferente quando chegar a sua hora, eu digo para seguirem com esses pensamentos, pois no final das contas são muito poucos os que conseguem fazer isso. É necessário ter uma humildade animalesca, quase que sobre-humana para se chegar em tal ponto.
Você não consegue achar sentido em praticamente nada. Atualmente, apenas uma coisa tem suprido a condição de existir, que é a quadra de basquete. E é por isso que eu a persigo onde quer que eu vá, em qualquer oportunidade que eu tenha. É pouco, é muito pouco para uma pessoa se manter acreditando em algo. De repente tudo pareceu muito pequeno, e parece que eu, covardemente, também fui engolido por essa pequenez, e perdi as forças e a vontade lutar contra essa corrente que parece ter sido criada dentro de minha própria mente.
Acho tudo superficial demais, e os momentos de profundidade que estão gravados em minha memória parecem tão tolos e tão distantes que mal posso tocá-los ou vê-los com alguma clareza. É uma vontade de gritar, gritar, gritar, gritar. De sentir felicidade. Os parcos sorrisos que proporciono aos outros parecem poucos também pra mim. Sempre pareceram.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Triunfo da vontade.
Isso vale para qualquer tipo de pessoa. E para qualquer tipo de maldade.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O difícil fim.

Depois de mais de 2 anos de seu lançamento, finalmente eu assisti o sexto e último filme da série, no box que adquiri, outro sonho antigo meu. E parece que, assim como para o personagem, um ciclo também se encerrou pra mim. É sensacional como as coisas são engraçadas. Eu, aos 24 anos, consegui essa semana meu primeiro emprego com carteira assinada, iniciando uma nova fase na vida. Usando as palavras de Rocky... "não importa o quão forte você bate, e sim o quanto você consegue apanhar, para tentar de novo". Pode parecer infantil dar tanto cartaz à produções que muitos consideram trash ou "B". Bem, não pra mim.
Sempre ficará amrcado na minha cabeça o relacionamento entre Rocky e Mickey, seu primeiro treinador e, para mim, uma figura completamente à parte nos três primeiros filmes. O amor raivoso e estimulante que ele tinha por Rocky, sua determinação em formá-lo, acima de tudo, como pessoa, e sua parceria total e absoluta são exemplos que levarei para toda a minha vida. No primeiro filme isso fica patente, naquela que deve ser uma das cenas mais lindas dos 6 filmes.

A amizade entre Rocky e Apollo, que depois de realizarem lutas memoráveis, com honra, transgrediram para o campo de amizade, quase uma irmandade. Algo puro, sem segredos, amarras e com a possibilidade de dizerem tudo cara a cara, sem artimanhas. O amor entre Rocky e Adrian, que segue intacto durante todas as produções, até mesmo na última, quando a grande atriz Talia Shire não aparece. Mais uma vez, cumplicidade, parceria, respeito. Amor. A luta brutal entre ele e Drago, recheada de ufanismo, sendo que nem isso conseguiu diminuir a força da produção, que é considerada por muitos a melhor dos 6 filmes. Não pra mim. Os dois primeiros filmes são completamente insuperáveis, na minha concepção.

O retrato de como nossa vida pode mudar e nos levar a rumos que tínhamos certeza não serem possíveis. O aparecimento de pessoas que, na hora, você julga serem passageiras e completamente sem relevância, e que aos poucos vão se firmando como imprescindíveis e sempre presentes em sua vida. Esses 6 filmes de Sylvester Stallone mostram tudo isso, em maior ou menor intensidade. Acima de tudo, a força de nunca desistir, de sempre conseguir apanhar um pouco mais para se levantar.

Rocky Balboa não é Sylvester Stallone. Ele conseguiu transplantar seu próprio criador. É algo único, mítico na história do cinema, e incomensurável para seus fãs, que conseguem ver muito mais do que 1 hora e quarenta minutos de chavões e socos. Consegue ser uma retrospectiva de coisas que ainda não vivemos, mas que sabemos como podemos administrar, pois tivemos o "exemplo".

90% das vezes que comentei sobre Rocky com meus amigos, foi em tom de brincadeira. Tudo papo. Me emocionou, emociona e sempre tirarei lições dos filmes. Vejo quantas vezes posso. Com o final do sexto filme, sempre fica a torcida para que Stallone consiga criar mais uma idéia mirabolante e fazer mais um, mais um, mais um. Mas acabou, e parece que fechou-se uma porta na minha vida. Uma gloriosa porta. Para esse round, o sino soou. Sem dor. Sem dor. Sem dor!

sábado, 24 de julho de 2010
"Uma estação da perfeição da fé"
“Às vezes, quando é difícil pegar o ritmo da escrita, é necessário usar as palavras de outra pessoa. Quando você começar a sentir as suas próprias palavras fluindo, continue por si mesmo.”
O valor de um verdadeiro amor pode ser apreendido e aprendido de forma forte, inesperada. Muitas vezes tem uma importância decisiva em nossas vidas. O amor guia nosso caminho, guia nossos sonhos. O amor pleno. A integridade e o respeito que uma amizade nos proporciona, e que fica acima de qualquer revés ou obstáculo, são características e sentimentos que todos devemos buscar atingir.
Em diversas oportunidades, parece que adentramos em buracos negros, onde tudo parece se perder ou se distanciar de nós. Ficamos sozinhos. Parece que fomos abandonados por todo tipo de entidade positiva que antes fazia parte de nossas vidas. Dentro do buraco negro, até a luz é consumida pela densidade infinita do ambiente. Mas até lá, onde tudo parece escuro, a luz tem de vir de algum lugar. Até nesses antros de escuridão, existe alguma espécie de saída. E ela está nas pequenas coisas, nos pequenos sorrisos, nas reuniões, nas rodas de conversa, nos beijos. Nos abraços. Naquela falta de necessidade que temos de saber como estão todos, por sentirmos dentro de nós, que todos estão bem.
Apesar de sempre provarmos o sabor da dúvida e da dor, nunca nos esquecemos de como é gostoso o sabor da felicidade e do prazer. De como é deliciosa a textura do sorriso dos outros. E de como isso consegue nos encaixar no mundo, de como conseguimos “entrar”.
É de se admirar como a beleza está em gestos solúveis, e de como, ainda sim, não conseguimos nos acostumar com ela.
Mark Twain já disse que “o homem é o único animal que cora, ou que deixa corar”. E disse isso com uma intenção depreciativa, usando a vergonha como algo nocivo, um pseudo-arrependimento por ter feito algo de errado, fato que muitas vezes acontece.
Mas o fato de corar torna o homem um ser único, juntamente com sua integração em grupos, não através apenas de um objetivo comum, e sim da amizade e integridade. E, em virtude disso, de como temos outro ponto primordial: Temos ídolos; ícones; exemplos. Dos mais variados modelos e situações.
Reencontrar nossa família, ou melhor, reencontrar nosso motivo para sorrir é algo que não deve ser desperdiçado. Quando se anda através de um túnel escuro, não se deve imaginar que ele é um local sujo, frio, sem alma. E sim, pensar nele como uma imensa noite. Negra, estrelada, com o vento cortante, que trás lembranças, muitas vezes, de coisas que nunca foram vividas, mas que ainda sim estão em nossa memória.
Quando as folhas do outono começam a cair e a inundar o chão com uma mancha amarelada, não é sinal de morte. É sinal de renovação, de recomeço. Mas não é possível recomeçar totalmente do zero. Sempre ficam fantasmas, marcas. Em nossos rostos, em nossas almas. Mas isso, no entanto, não quer dizer que as coisas não possam dar certo. Aquela paisagem aparentemente morta, esconde toda uma esperança que está apenas de fortalecendo, para aparecer.
No fim das contas, se não deixarmos a esperança e a felicidade entrarem de novo, o máximo que poderemos dizer, no futuro, será... “Quisera eu ter feito. Quisera eu ter realizado aquilo... Quisera eu, quisera, quisera, quisera, quisera...”
